quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma imagem deturpada de mim


Por mais que de uma forma rude, introspectiva, ignorante e impensada venha a me expressar, usando de termos pejorativos que no imaginário masculino poderia sugerir elogio, em contrapartida do feminino, que sente a denigrição, a rotulação, o desrespeito, falta de pudor, quando digo em conversas que tal pessoa é GOSTOSA, que isso ou aquilo (não podendo citar aqui os termos, por considerá-los, repensando, pesados), vejo com isso que dito assim, socialmente, de fato a noção, o entendimento gerado por outrens é que sou um idiota, igual à todos os outros, que vêem a mulher como um pedaço de carne...
Analisem comigo um histórico de vida, resumido, para desmistificar essa noção errônea de todos (?):
Criado em uma família onde amar e demonstrar sentimentos de afetividade e carinho são tidas como coisas femininas, que homem tem que ser rude, saliento que nos meios que vivi aprendi-e a morte de meu pai foi um fator aditivo disso- que respeito, educação, altruísmo, honestidade são características  tidas como boas na construção de um modelo de ser humano a ser seguido.
Sempre fui de respeitar, ajudar sem esperar retribuições, compreender, conversar, negar, ouvir, afirmar, dar conselhos, mas com o decorrer do tempo foi incutido em mim ( já nem sei e/ou lembro se fui corrompido por pessoas que deturparam o meu caráter, meus princípios), que há uma perda de valores, que homens tem que ser idiotas, que sinceridade seria um tipo de mau-caratismo “incubado”.
Lembro ainda que isso ocorre, analisem, em todos âmbitos imagináveis. Pensem comigo, concordem ou discordem:
Um dia lá atrás, um amigo (ou amiga, no caso dos homens), que foi seu confidente e que fatalmente você se apaixonou. A dita pessoa parte seu coração. O tempo passa e aquela imagem criada do terror da situação denota em você a noção de que ninguém presta, que você se dedicou, etc.
Outro ponto: você conhece uma pessoa legal, sincera, educada, simpática, fiel, honesta, verdadeira, alegre e que compactua dos mesmos preceitos e princípios que os seus. Aí, após todo um relacionamento, uma relação, você descobre que aquele ser nunca existiu. Analisaram? Concordaram? Discordaram?
Agora vem um cara que é a imagem odiosa daquilo que, por tempos, vocês evitaram. Vêem nele os mesmos modos, situações que outrora você viveu! O que faz? Afasta-se dele para evitar o erro novamente.
Já não sabe você que aquele cara que passava uma imagem de homem rude, idiota, desrespeitador, despudorado era, na verdade, um ser que estava aprendendo a modificar seus modos, que mesmo tendo consciência de seus erros, estava ali em busca de um ser diferente e que nessa verificação, ele só descobre que alguns se assemelham com esta ou aquela forma de pensar: que trair é normal, que sexo é bom se houver sacanagem, que homem gosta de “cachaça, mulher e gaia”, mas lá no fundo, todos, sem exceção à regra precisam? Revisar seus atos e acreditar que todos somos seres humanos, que precisamos confiar, amar e ser amado, entendido, respeitado...
Sabem o que tenho ouvido nas rodas de conversas, virtuais ou presenciais acerca de relacionamentos, sejam eles de amizade, permuta, amaziação? É que não há mais confiança, companheirismo por parte de algumas pessoas. Que mesmo que haja sinceridade e respeito, dedicação e confiança, ainda há um certo receio que permeia a relação...
Assim, peço, analisem, confirmem, neguem, dêem suas opiniões, que serão analisadas e repostadas.
Desmistifiquem, não sou assim em minha real essência. Não sou anjo, mas não sou o diabo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário