Por mais que de uma forma rude, introspectiva, ignorante e
impensada venha a me expressar, usando de termos pejorativos que no imaginário masculino
poderia sugerir elogio, em contrapartida do feminino, que sente a denigrição, a
rotulação, o desrespeito, falta de pudor, quando digo em conversas que tal
pessoa é GOSTOSA, que isso ou aquilo (não podendo citar aqui os termos, por
considerá-los, repensando, pesados), vejo com isso que dito assim, socialmente,
de fato a noção, o entendimento gerado por outrens é que sou um idiota, igual à
todos os outros, que vêem a mulher como um pedaço de carne...
Analisem comigo um histórico de vida, resumido, para
desmistificar essa noção errônea de todos (?):
Criado em uma família onde amar e demonstrar sentimentos de
afetividade e carinho são tidas como coisas femininas, que homem tem que ser
rude, saliento que nos meios que vivi aprendi-e a morte de meu pai foi um fator
aditivo disso- que respeito, educação, altruísmo, honestidade são características
tidas como boas na construção de um
modelo de ser humano a ser seguido.
Sempre fui de respeitar, ajudar sem esperar retribuições,
compreender, conversar, negar, ouvir, afirmar, dar conselhos, mas com o
decorrer do tempo foi incutido em mim ( já nem sei e/ou lembro se fui
corrompido por pessoas que deturparam o meu caráter, meus princípios), que há
uma perda de valores, que homens tem que ser idiotas, que sinceridade seria um
tipo de mau-caratismo “incubado”.
Lembro ainda que isso ocorre, analisem, em todos âmbitos
imagináveis. Pensem comigo, concordem ou discordem:
Um dia lá atrás, um amigo (ou amiga, no caso dos homens),
que foi seu confidente e que fatalmente você se apaixonou. A dita pessoa parte
seu coração. O tempo passa e aquela imagem criada do terror da situação denota
em você a noção de que ninguém presta, que você se dedicou, etc.
Outro ponto: você conhece uma pessoa legal, sincera,
educada, simpática, fiel, honesta, verdadeira, alegre e que compactua dos
mesmos preceitos e princípios que os seus. Aí, após todo um relacionamento, uma
relação, você descobre que aquele ser nunca existiu. Analisaram? Concordaram? Discordaram?
Agora vem um cara que é a imagem odiosa daquilo que, por
tempos, vocês evitaram. Vêem nele os mesmos modos, situações que outrora você
viveu! O que faz? Afasta-se dele para evitar o erro novamente.
Já não sabe você que aquele cara que passava uma imagem de
homem rude, idiota, desrespeitador, despudorado era, na verdade, um ser que
estava aprendendo a modificar seus modos, que mesmo tendo consciência de seus
erros, estava ali em busca de um ser diferente e que nessa verificação, ele só
descobre que alguns se assemelham com esta ou aquela forma de pensar: que trair
é normal, que sexo é bom se houver sacanagem, que homem gosta de “cachaça, mulher
e gaia”, mas lá no fundo, todos, sem exceção à regra precisam? Revisar seus
atos e acreditar que todos somos seres humanos, que precisamos confiar, amar e
ser amado, entendido, respeitado...
Sabem o que tenho ouvido nas rodas de conversas, virtuais ou
presenciais acerca de relacionamentos, sejam eles de amizade, permuta,
amaziação? É que não há mais confiança, companheirismo por parte de algumas
pessoas. Que mesmo que haja sinceridade e respeito, dedicação e confiança,
ainda há um certo receio que permeia a relação...
Assim, peço, analisem, confirmem, neguem, dêem suas
opiniões, que serão analisadas e repostadas.
Desmistifiquem, não sou assim em minha real essência. Não
sou anjo, mas não sou o diabo...
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